quinta-feira, 24 de abril de 2014

Barbas, cultive-as! (propagandas sobre)



As barbas estão em alta, fazendo não só a cabeça das mulheres como seus corações baterem mais forte e suspirarem ao ver homens que, em rosto não mais lisos, desfilam uma virilidade que agora os afasta do barbeador. E é claro que a publicidade se aproveitou deste novo acontecimento social e estético e passou a lançar propagandas voltadas ao fato de fazer ou não a barba, visto que, mesmo quando é sobre fazer, não colocam imagens de rostos lisinhos, mas sim barbas ralas que são as preferidas de muitas mulheres.
Preparada para ver MUITA barba?



A Garnier Fructis lançou uma propaganda que inteligentemente mostra mulheres de costas abraçadas com homens que dão alusão a barbas enormes e brilhantes. Deem uma conferida nas imagens abaixo que show que ficou o resultado final:






Voltando ao tópico citado lá em cima, de que mesmo quando trata-se de propagandas sobre se barbear, as propagandas não mostram mais imagens de rostinhos de neném:



Mas sim dão dicas de como fazer diversos tipos de barba, como no exemplo abaixo:



Ou ainda se aproveitam da campanha viral da internet com slogan “faça amor, não faça a barba”, abaixo imagens que circulam da campanha na internet e foto da propaganda se aproveitando da mesma para vender barbeador:

A campanha - "Faça amor, não faça a barba" 




O anúncio: 



A marca de barbeador Braun, uma marca europeia, utilizou símbolos de super-heróis para anunciar seu produto. Em barbas ralas, os símbolos se encontram mostrando que o homem pode virar mais que um simples homem, mas um herói, um símbolo de poder!





E para finalizar esta barba toda, olhem só as loucuras que ela faz os outros criarem por aí:
Em primeiro está a revista francesa que juntamente com a marca de barbeador citado acima, a Braun, criou uma campanha incentivando o envio de barbas criativas, naturais ou artificiais, para a revista e premiando assim as mais criativas.
Clique na Imagem para ler e ver mais. 

E falando em barbas artificiais que tal esses gorros de crochê já com barbas embutidas?





E encerrando está  postagem fica a agência Cornett-IMS, do Kentucky (EUA) que começou a pagar 5 dólares para anunciar literalmente em barbas, não acredita? Olhe só a imagem abaixo:




Pois é, barba está em alta e se está em alta a publicidade e a propaganda se aproveitam disso e se está na mídia, se está sendo propagada, você também a encontra aqui, pois o nosso objetivo é trazer este universo e seus mais variados meios de comunicar, de vincular marcas e produtos, de criar e elaborar anúncios.
Mas confesso que nós (as mulheres) da MB também adoramos uma barba. ;)



Até mais pessoal, beijos na barba, opa, no rosto! ;) 



quinta-feira, 3 de abril de 2014

Propaganda além dos olhos: Por trás de uma campanha!



Prosseguindo com nossa postagem sobre propagandas, vamos exemplificar aqui com um dos nossos trabalhos o processo de pesquisa e como um produto final, uma arte em um jornal e em uma revista é planejada e cuidadosamente pesquisada, para que sua realização obtenha o melhor resultado.

Um dos nossos maiores clientes, a Casa Carvalho, uma especialista em moda masculina faz este ano 90 anos de tradição, de serviço e atendimento diferenciado e 90 anos não é pouca coisa, aliás, nem um pouco. 90 anos é um senhor de respeito vivido e sábio (e no caso da Casa Carvalho é um senhor muito bem vestido), é uma história de anos e anos, décadas e décadas e como retratar isso em uma campanha impressa que possa mostrar a dimensão disso?
“A Casa Carvalho foi fundada em 1924, na cidade de Bauru, estado de São Paulo, pelo Sr. Enéas Pinto de Carvalho.
O objetivo inicial de seu fundador era de abrir uma alfaiataria, o que de fato ocorreu. Exerceu o ofício com grande habilidade e requinte, tanto na confecção quanto no produto final, para atender exclusivamente a população masculina, não encontrando dificuldade em conquistar seus clientes, vindo a ser posteriormente considerada uma das melhores casas de alfaiataria de Bauru e região...” – veja a história completa da Casa Carvalho aqui. (história da Casa Carvalho)
O mundo na década de 20 era outro, imagina a transformação desse mundo, da vestimenta, da moda até chegarmos aqui em 2014? Pois bem, e a Casa Carvalho se manteve e mantém no mercado com muita honra e acompanhou todas essas mudanças, aliás, cresceu e se desenvolveu com uma Bauru que também se modificou.

Então a MB Propaganda resolveu, em cima de muita pesquisa, conversa e interação, mostrar isso nessa campanha, os 90 anos da Casa Carvalho e de Bauru.
Para isso não apenas a história da Casa Carvalho e de Bauru foram estudadas, mas das épocas, dos costumes, da moda, da sociedade.

Como ilustrações para compor o fundo dos looks (que também se inspirou nas décadas, tal como releituras do antes sob uma óptica do novo, do atual), foram escolhidos cartões postais de Bauru conforme a evolução da cidade.

Na primeira arte temos um mix dos temas que seriam (e serão) usados na campanha inteira, todos juntos compondo o fundo e remetendo ao desenvolvimento da cidade de Bauru, pois o desenvolvimento da Casa Carvalho e de Bauru estão intimamente ligados.

Como segunda arte da campanha temos a Estação Ferroviária ilustrando o fundo, em tons de verde principalmente (a cor da logo da Casa Carvalho), visto que a ferroviária tem um papel primordial no desenvolvimento do Oeste Paulista (clique AQUI para conhecer mais a história da Ferrovia Noroeste Paulista)(e AQUI para entrar no museu Ferroviário de Bauru).


 O modelo veste uma roupa mais típica da época. Observe o suspensório, a calça mais sóbria e um visual que apesar de elegante é mais clean. A mala compõe a foto e faz uma ligação com o passado. Era muito comum viajar de trem, porém hoje encontramos desativada para passageiros e com pouquíssimo trânsito de vagões de carga.



Na terceira arte temos o Automóvel Club e o Aeroclube de Bauru, um tradicional clube que comandou os maiores carnavais da cidade e hoje ainda está enfeitando nossa cidade com sua arquitetura romana e seus pilares que recebem os alunos que tocam e ensaiam o belo erudito.
O modelo veste um look que retoma os carnavais, fazendo uma analogia entre a época e a data em que foi publicada a arte, visto que saiu no domingo de carnaval de 2014. Os confetes, as máscaras, os enfeites compõem o cenário que juntamente com o modelo, convida a todos a uma divertida malandragem vista nas rodas de samba e do tradicional malandro carioca.



Na quarta arte que saiu ontem no Jornal da Cidade, já entramos na década 60/70 – O Vitória Régia é o tema da vez, mostrando um dos cartões postais mais conhecidos e explorados da cidade. O modelo brinca com a arte como quem aproveita o espaço aberto destinado ao lazer. Com uma bicicleta antiga (agradecemos aqui a parceria da Radical Bike – clique aqui para acessar a Radical e conhecê-la) e uma roupa mais esportiva, fala-se sobre a época, porém com looks atualizados.



Ver uma arte já pronta ali na revista ou no jornal, nos faz esquecer ou simplesmente por desconhecimento mesmo, o trabalho que há por trás de toda ela.
Neste caso como estamos falando de moda masculina, temos os seguintes processos depois de escolhido o tema:
- Escolha do modelo (que neste caso foi o mesmo para a campanha toda, mantendo uma identidade, um rosto para ela, assim como para mostrar que uma única pessoa pode se vestir de diversas maneiras.).

Rafael, o modelo agenciado pela Mega Model de Bauru, foi a cara da campanha da Casa Carvalho 90 anos.


- Escolha do fotógrafo – Neste caso a parceria foi feita com o fotografo Celso Mellani, um dos mais famosos fotógrafos de Bauru, veja só uma resenha crítica que saiu no Jornal da Cidade sobre esta parceria: 

Matéria do Jornal da Cidade de Bauru do dia 3/3/2014 sobre a Casa carvalho.

Celso Mellani fotografando em uma de nossas campanhas.

- Escolha da roupa e prova no modelo (nas fotos abaixo temos a designer Alana e a Rádio e TV Ana Paula trabalhando juntas na produção, tal como Minondas, funcionário da Casa Carvalho que sempre nos auxilia nas escolhas e provas de roupas.)

Alana escolhendo a roupa do look da foto.

Ana Paula entrando em contato com a agência de modelo.

Minondas auxiliando as duas na prova de roupa. 

- A sessão de fotos. (abaixo temos um making of das sessões de foto da casa Carvalho)




- O tratamento e trabalho em cima das fotos.

Alana tratando a foto para encaixá-la na arte.

- Envio para aprovação e envio para mídia empresa no caso.
Este foi um dos exemplos que como são feitas as propagandas que você simplesmente vê por aí, numa revista ou jornal. Está vendo? Por trás de toda boa arte há muito trabalho, uma equipe e pesquisa.
Valorizar e reconhecer o trabalho de profissionais é saber que pessoas se capacitaram para isso e estão trabalhando para fazer o melhor com sua empresa / marca.
A MB Propaganda mostra a você nossa equipe e trabalho, nesta e nas próximas postagens do nosso blog, para que você conheça a seriedade e o envolvimento que temos ao trabalhar com nossos parceiros.

E assim como a Casa Carvalho, esperamos que todos façam muitos aniversários e que cresçam muito, sempre!


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

A propaganda além dos olhos! (parte I)

          
        
         Embora este texto seja mais técnico e mais acadêmico que a maioria, ele se faz necessário para que entendamos a série que iniciamos hoje sobre a propaganda, sua construção, elaboração, prática e desenvolvimento em seus meios de comunicação e como chega até o outro sendo absorvido de modo que coloca um sistema mundial em prática: o capitalismo! Mas não pense que a propaganda é a responsável pelos males do mundo, não, ela não é! Os males vêm de comportamentos e ambições, de valores, ou melhor, da falta deles, então não crie antes de ler, um arquétipo de vilão para a propaganda, ela apenas propaga uma mensagem e propagar é mostrar, levar ao outro, comunicar... Se há algo de ruim em alguma propaganda a intenção não é dela e sim de quem a cria: O Homem por trás dela!


Mas não estamos aqui para julgar o ser humano também e sim falar sobre essa necessidade de se comunicar que fez com que a propaganda surgisse meio ao desenvolvimento de novas mídias e estudos de comportamentos que mostraram a capacidade de decodificar mensagem a partir de diferentes meios.
Diz-se que no antigo Egito faziam-se propagandas de produtos agrícolas nas folhas de papiros, assim como arqueólogos acharam muros da antiga Roma pintados com propagandas que promoviam lutas entre gladiadores, tal como foram encontradas rochas nos antigos fenícios em rotas movimentadas com propagandas de seus artigos e uma pintura na parede na antiga Pompéia (devastada pelo vulcão) com o retrato de um político pedindo votos. Vê-se aí, no registro histórico que a propaganda sempre esteve entre nós, deve ter sido uma necessidade a partir da invenção da moeda, da troca monetária, uma necessidade de promover seu produto em comparação a outro, fazendo valer a pena, ser visto, atrair procura, vender realmente, informar ou entreter!

A grande transformação vem em meados do século VX com a invenção da imprensa por Johann Gutenberg em que não apenas mostrou uma invenção que rapidamente se espalharia pela Europa no Renascimento que seria a impressão móvel de livros, como a texturas de papéis e as tintas e suas bases de melhor funcionamento nessa atividade.

 Até mesmo o cinema já teve seu caráter de propaganda no período da Alemanha nazista de Hitler e se prolongou a passar a imagem de seu governo, seus planos e suas metas, atraindo pessoas a seu favor. Mas vale ressaltar aqui que a primeira grande escola que estudou a mídia e seu efeito ou feito no seu público foi a Mass communication Research que se desenvolveu no período entre guerras (isto antes de Hitler, entre a primeira guerra mundial e a segunda). Analisando como esta mensagem codificada em mídias chegava a seus destinatários (público) e como era recebida (como influenciava).

A Mass Communication Research foi a primeira escola de comunicação e condenada por não se importar com a qualidade e sim quantidade, como quanto à personalidade de seu público, se viu alvo de criticas e aperfeiçoamentos que abriram portas a outros grandes estudiosos e outras grandes escolas com o passar do tempo. Porém, para não cairmos no “marasmo” das teorias e escolas de comunicação e ficar um pouco mais dinâmico em nossa leitura, entraremos no processo de se fazer propaganda. Das escolas e teorias da comunicação temos que saber que elas estudam a influência das mensagens midiáticas nas pessoas, quem são essas pessoas, o que querem, a função das mídias, o processo de comunicação, sua linguagem...


E é preciso saber, se orientar, conhecer seu público e o canal de comunicação que se utiliza para construir sua mensagem, ou melhor, no nosso caso, a propaganda! A propaganda mostra um produto, uma empresa, uma ideia, um conceito e tudo isto deve estar nela, como quem diz sem dizer, é estar intrínseco, mostrar sem ser óbvio, mas sem o romantismo da ficção, o fazer de conta, é preciso ser objetivo, sem rodeios, mas sem ser tedioso ou cair na mesmice do dizer.

“A matéria prima da mídia provém dos elementos do imaginário: representações, concepções de mundo, valores, interpretações da realidade. Ocorre que a matéria prima da publicidade provém, igualmente, deste mesmo universo simbólico. O fato das mensagens publicitárias se constituírem em torno dos objetos, não faz com que apenas estes forneçam a tônica do conteúdo simbólico da propaganda. Pelo contrário, é justamente a partir da associação de elementos simbólicos aos produtos e às marcas que se efetiva a eficácia da publicidade.”
(RIBEIRO, 2008, 26ª Reunião Brasileira de Antropologia, BA)

A propaganda não pode apenas vender, apesar desse ser seu objetivo. Ela precisa pegar os elementos ilustrativos de seu produto ou serviço, suas características, o seu universo, o perfil de seu cliente e transpor à mensagem publicitária. Tanto a propaganda impressa como a televisiva (audiovisual) e a radiofônica, precisam conversar todos esses elementos em si.

Além disso, há a necessidade de inserir tudo isso a um momento específico criando-se uma campanha, uma temática em que a propaganda irá se adentrar. Não é apenas jogar uma imagem em um espaço em branco e pronto! O Brainstorming é um direcional para esse processo de elaboração de campanha, de temática, criação de roteiro e slogans. Traduzido como “chuva de ideais”, o brainstorming é uma conversação entre a equipe de criação para filtrar ideias e desenvolva-las, é aí que se encaixa a magia da criação, o definir o universo circundante do produto, da empresa para chegar ao seu consumidor por determinado canal de comunicação (rádio, televisão, jornal, revista, internet...).




Por isso a equipe, a relação entre as pessoas deve ser harmônica e mesmo com cabeças e visões diferentes (o que é bom e não ruim) haver um respeito e uma abertura ao novo, à ideia do outro. Assim como ficar atento às mudanças de mercado, de canais de comunicação, por exemplo, hoje o facebook é um canal inegável de formação de ideia, amostragem de produtos, propaganda, de opiniões e até de venda. 


Falar sem falar, mostrar sem escancarar, insinuar, brincar com os elementos e ousar!








Criar uma propaganda leva todo um processo, processo esse que começamos a detalhara e mostrar aqui, apoiando-se (nos próximos posts) nas nossas campanhas e na rotina da MB, para trazer não apenas o universo da propaganda a você, mas o NOSSO universo. Esta foi uma pré definição do que iremos mostrar, pois para entender a propaganda é preciso entendê-la, seus signos e significados, ler aonde não há letras, conversar e dialogar sem voz, o envolver!


Em breve o universo da MB!!! ;) Boa quarta feira e ótimas criações de roteiros de vidas a todos! - Crie-se também!


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Mafalda, uma menina de 50 anos!


Há pessoas que não envelhece, não é mesmo? Mafalda, a eterna menina contestadora de apenas seis anos faz hoje cinqüenta. Hein? Como assim? – Personagens de ficção e tirinhas geralmente nunca crescem (mantendo sua identidade) ficando em um universo estático de sua criação, mas por incrível que pareça o universo de Mafalda não está limitado a década de sua criação.



Criada em 1962 para uma propaganda (quem diria?), mas só veio a ser impressa em 1964 devido ao cancelamento da propaganda, mas seu criador não desistiu da personagem e deu vida a ela no mundo dos quadrinhos.

 Mafalda além de filosófica e questionadora está evidentemente dialogando com sistemas ainda vigentes: sua relação com o mundo adulto e suas visões de instituições e regimes sociais que ainda estão em prática no mundo, não só em sua Argentina, mas em todos os cantos, em geologias de diversas origens, com latitudes e longitudes diferenciadas, o mundo de Mafalda ainda vive e seus questionamentos ainda são coerentes conquistando a todos com suas narrativas criticas e inteligentes. Embora tenha sido criada na ditadura argentina, os textos se adaptam a nós como “luva” e se pararmos para pensar veremos que apesar da ditadura ter acabado tanto lá como no Brasil, há uma deficiência política econômica em nossas democracias que nos faz refletir: Mafalda não é tão criança assim!




O cartunista responsável por Mafalda é Joaquim salvador Lavado, o Quino, hoje com 81 anos. Quino diz que muito de Mafalda vem dele mesmo, de sua visão pessimista e da ilusão de poder mudar o mundo atrás de sua ótica passada pelas falas de Mafalda. Pois bem, se não muda traz pelo menos reflexão, pois para gostar e entender Mafalda, é necessário ter senso critico, humor inteligente e uma leveza que permita ver a ótica do mundo através de uma criança.

Quino e a escultura de Mafalda em Buenos Aires, um dos cartões postais mais fotografados da Argentina. 

E para celebrar os 50 anos dessa menina tão sagaz, selecionei algumas tirinhas dela relacionadas à televisão, já que este é um dos meios midiáticos que utilizamos para nos comunicar e transmitir mensagens com maior alcance ainda no mundo de público.


Então diga nos querida Mafalda, o que você acha da televisão? 








E nosso parabéns a você!